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Conformidade

SAC, LGPD e AI Act: as três regras que o seu atendimento com IA precisa respeitar

Colocar IA no atendimento não afrouxa as regras — aperta. Três frentes regulatórias cercam quem atende cliente com automação, e ignorar qualquer uma delas custa multa, processo ou reputação. Vamos ao que importa.

1. Lei do SAC (Decreto 11.034/2022): o cliente tem direito a um humano

Em vigor desde outubro de 2022, o decreto é claro: o consumidor pode exigir atendimento humano sempre que quiser, mesmo em canais automatizados, e a automação não pode impedir esse contato. IA é permitida para agilizar — desde que a porta para uma pessoa esteja sempre aberta, e a transferência aconteça de forma rápida quando pedida. Na prática: seu bot pode resolver 80% dos casos, mas se travar o cliente que pede um humano, está fora da lei.

2. LGPD: conversa de cliente é dado pessoal

Toda mensagem que passa pela sua IA carrega dado pessoal — e a LGPD exige base legal, minimização e transparência no uso. Isso ganhou dentes: em dezembro de 2025, a ANPD colocou “inteligência artificial e tecnologias emergentes” entre os eixos prioritários de fiscalização para 2026-2027, e publicou nota técnica sobre IA e LGPD. Jogar histórico de cliente numa IA sem cuidado deixou de ser detalhe técnico e virou risco de fiscalização.

3. Transparência: avisar que é IA já é lei (lá fora, e vindo pra cá)

Na Europa, o AI Act passa a exigir, a partir de agosto de 2026, que o usuário seja informado de que fala com uma IA logo no início da interação — de forma clara. Não basta esconder num termo de uso; é obrigação de funcionamento. No Brasil, o PL 2338/2023 (Marco Legal da IA), aprovado no Senado e em tramitação na Câmara, segue a mesma linha: classificação por risco e direitos de transparência e contestação. A direção é uma só — assumir que é IA vai deixar de ser boa prática e virar exigência.

O que fazer hoje, sem esperar a lei

  • Deixe a porta do humano sempre visível e a transferência rápida (a régua histórica do SAC é iniciar o atendimento humano em segundos quando solicitado).
  • Assuma que é IA. Uma persona clara (“sou a assistente virtual da empresa”) cumpre a regra e ainda aumenta a confiança.
  • Cuide do dado: base legal, retenção mínima, e um fornecedor que leve LGPD a sério.

Conformidade não é o inimigo da automação — é o que separa a empresa que usa IA com solidez daquela que vira caso de multa. Quem se adianta às regras transforma obrigação em confiança.

Atendimento que resolve de verdade.

A Rewrite entende, responde em segundos e resolve — com a sua marca, em todos os canais.

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